quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Porto de Abrigo

 Obrigado por me segurares quando estou a cair, por estares aqui a meu lado, por seres a única coisa que neste momento realmente me interessa e faz andar para a frente com um ligeiro sorriso na cara ...
 Se não fosses tu, estaria num buraco, estaria a perder as minhas forças todas a levantar-me sozinha. 
 Obrigado por estares aqui ... Fazes-me sentir segura, fazes-me sentir forte. 



"There's so much craziness surrounding me 
There's so much going on, It gets hard to breathe
When all my faith has gone, you bring it back to me
You Make it real for me
When I'm not sure of my priorities
When I've lost sight of where I'm meant to be
Like holy water washing over me
You make it real for me ..."  ( Amo-te )

             ( James Morrison , Make it Real )

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

180º

 ... Ainda ontem disse que estava "demasiado" feliz ...
 Hoje.
   Estou em baixo, um sol apenas e tudo mudou, passei do ponto mais alto ao ponto mais baixo tão rapidamente! É uma tristeza profunda e interior, não a consigo mostrar a ninguém, ninguém a percebe , ninguém a vê.
 Olho para trás, vejo o meu caminho, mas ao mesmo tempo, um caminho sinuoso, aquele que sempre consegui atravessar mas que agora, numa espécie de recta final prolongada está a tornar-se num pesadelo real, não o consigo percorrer, são demasiadas curvas, tenho de escalar demasiados precipícios íngremes, tenho de ir pelo caos, pelo inóspito, mas apenas consigo encontrar caminhos piores que o anterior. Estou na fase do -ou volto para trás e começo quase tudo de novo- ou -uso tudo o que tenho, salto por cima de tudo isto e vou para o caminho certo- .
 Apenas não percebo, em tanta alegria, tanta felicidade, como pode existir tanta tristeza?
Estou a afogar-me em melancolia sem que ninguém perceba, estou a combater com tudo o que posso, mas os reforços estão a esgotar, que posso mais fazer? Vou entregar-me ao tribunal da vida, deixar que tomem as decisões por mim? NÃO! Vou falar! Talvez seja disso que precise de isso mesmo, falar, falar e sentir-me compreendida, e espero que no fim consiga alcançar um fim deste capitulo. Espero que consiga recomeçar grande parte do meu caminho, se não, serei apenas mais um calhau no caminho de muita gente na esperança de que um dia alguém me apanhe e me leve consigo... 


      Vou reflectir... 


 
estarei a exagerar? Acho que não ....

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sentimentos

Ultimamente, isto é, desde principios de Dezembro que sinto algo como uma felicidade imensa, claro que ADORO estar assim, feliz. 
 Mas porque é que ao não sentir tristeza, melancolia, nada sai? Mal consigo escrever, mal consigo desenhar transmitindo o que transmitia, mal consigo juntar acordes de forma a terem uma melodia esperançosa e agradável. Será que temos de estar em baixo para os nossos sentimentos fluírem de forma a despertar os sentidos dos outros? 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Flui...

 Estou com uma vontade extrema de desenhar, de criar ... Mas quando começo não sai nada, já tentei com musica, com silêncio, a falar ao telemóvel, com outros materiais, mas simplesmente não sai nada ... Porquê ? 
 Estive a tocar guitarra e estava a ir tão bem, os acordes estavam limpos, emotivos, pena estar com uma voz "nirvana" e não conseguir cantar muito bem os meus "originais", será que a criatividade ficou toda por lá? 


                    :c

domingo, 9 de janeiro de 2011

Feel

 Hoje sinto-me só, reconforto-me com a minha guitarra, ouvindo a melodia do abraçar dos acordes rimando entre si... 
 Tenho saudades de sentir o livre vento e a rebelde chuva...
 Tenho saudades de ouvir as folhas esvoaçarem...
 Tenho saudades das ondas e da areia molhada... 
 Tenho saudades dos meus amigos... 
 Tenho saudades do meu namorado...
 Tenho saudades da rua... 
 Tenho saudades da liberdade.

             Estar muito tempo em casa faz destas coisas :( 
    Apetece-me tocar guitarra para ti, rimar umas frases vindas do coração, cantar uma musica apenas com emoção... 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tristeza, ....



 Hoje, enquanto jantavam olhei para a televisão e estava um cientista a falar de Marte, e das descobertas que tinham feito, blablabla . 
            --NÃO percebo, qual é o fascínio em "colocar" vida em outro planeta, Marte? Para quê? Para uns anos depois da evolução acabar como o nosso, como Terra? 
 Já conhecem mais de Marte do que do próprio planeta onde todos vivemos, sinceramente e na minha opinião pessoal não acho normal. Podiam poupar os milhões de Dólares, Euros, Libras, ... e gastar em fundos para a pesquisa da cura do CANCRO, da SIDA, opções para reverter o AQUECIMENTO GLOBAL, podiam gastar esse dinheiro em mil e uma opções diferentes, em vez de, continuar a destruir o nosso querido planeta, o nosso " wonderful world " e pensar em levar a humanidade para outro planeta uma Arca de Noé futurista e começar tudo de novo. Já lhes ocorreu que, talvez, em Marte, aconteceu o que nos está a acontecer? 
 Não compreendo como deixam o nosso querido planeta chegar ao ponto onde está a chegar, e em vez de tentarem reverter o que está a acontecer, apenas tentam uma escapatória ridícula, pois se assim for o nosso futuro, em Marte, vai tudo acabar da mesma maneira, se não mudamos cá, sob pressão, então não iremos mudar. Não passamos de egoístas.
                                                                 Simplesmente Triste :|
    ( Felizmente, ainda penso assim " ...And I think to myself....what a wonderful world )

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saudade daquela brisa ...

 Verão, saudades da praia... Não, não tenho saudades da praia de verão, não tenho saudades de apanhar um escaldão, de ficar bronzeada 3 meses, simplesmente não tenho.
 Tenho sim, saudades daquela brisa no final da tarde, do cheiro a maresia e dos céus cor-de-laranja ardente, não da praia, porque essa, é pura apenas no Inverno. 
 A pureza da praia, daquele sitio que todos gostamos, está no Inverno, quando a areia fica bruta e o mar enfurece, batendo nas rochas com toda a sua fúria, salpicando e atacando todos os que por lá se atrevem. 
 O Mar revolto, rugindo ferozmente ao fechar um tubo, e, com suavidade, abraça a gélida areia, como se cansado tivesse.
 O Vento a roubar ao Mar o que ele é e a trazer para os nossos rostos frio e rebeldia. 
 As Gaivotas a repousar do Verão na areia, nas rochas, meio atormentadas, e as destemidas esvoaçando pelo mar, pela costa, planando sobre as ondas.
 E no meio de tamanha solidão, da fúria daquele local inóspito, o que existe? Sobreviventes. 
 Existem Surfistas e Apaixonados pela praia quando ela dá o melhor de si, quando ela mostra o que realmente é. Apenas existem sobreviventes dos bronzes e do calor. Apenas existem Sobreviventes da Sociedade, Amantes da Simplicidade e pureza do que é porque assim tem que ser.